sexta-feira, 14 de março de 2008

Quem não viaja, fica!


VATES E VIOLAS
QUEM NÃO VIAJA, FICA

São muitos os caminhos poéticos trilhados por esses poetas e suas violas cantando pelas estradas da vida. Durante a jornada, o tempo passa e impõe suas lições. A experiência nos deixa melhores e mais conscientes. É assim, mais conscientes, que o Vates e Violas lança este Quem não viaja, fica, após dez mil cópias originais do disco anterior se espalharem.

Os poetas-irmãos Miguel Marcondes e Luiz Homero, que lideram o grupo, são mestres na arte da composição e vários intérpretes constantemente gravam suas músicas. Eles vivem um momento inspirado, a conferir em canções como Clorofila, Saudade boa e Além da vista, que evidenciam o aprimoramento adquirido numa história musical que começou ainda antes da formação do Vates e Violas, em 1997.

Não que falte experiência ao sanfoneiro Nido, ao Violeiro Passarim, ao baterista Cisso, ao baixista Afonso Marques ou aos percussionistas Toni Boy e André Pernambuco: todos são músicos com no mínimo vinte anos de estrada e trazem na bagagem currículuns respeitáveis. Onze anos juntos com praticamente a mesma formação trouxeram aos Vates e Violas o engrandecimento enquanto grupo, o que resulta em um som mais seguro e verdadeiro.

Para Miguel Marcondes: “É importante a banda fazer um disco que pode ser levado ao palco sem muita diferença do estúdio para não decepcionar nem confundir o público”. Mesmo sem deixar de usar os recursos de gravação, o Vates e Violas buscaram no Quem não viaja, fica uma sonoridade mais natural, que traduzisse o seu som verdadeiro.

As participações do disco chamam a atenção: Silvério Pessoa canta embolando na canção Um terço do Recife, Lula Côrtes com seu vozeirão participa do reggae Tibungo e com seu tricórdio em Ondinas e Maria José. Já Abdias Campos, parceiro em Ladeiras e carnavais, canta Mourão voltado em companhia de Miguel Marcondes e Luiz Homero.

Os Vates dão um passo adiante no percurso de sua carreira e refinam sua mistura de influências sertanejas, litorâneas e mundiais. Além do xote, do arrastapé e do baião, marcam presença o galope, a toada, o côco e a embolada, baladas, reggae e até repentismos roqueiros nas 13 faixas do disco.

Quem não viaja, fica é a certeza de que é necessário continuar caminhando nessa viagem que é a vida, e será lançado também nas regiões Sudeste e Sul, ampliando o raio de ação da arte produzida pelos Vates e Violas. A banda está fechando uma série de shows em Pernambuco e outros Estados para circular junto com disco pelo Brasil.

2 comentários:

lala disse...

eu adoro esta banda pois n é só uma banda é tudo d cultura...E estão d parabéns ...
amo muito vcs Luiz te adoro e vc Miguel também... Quero te o prazer d ir outras festas suas...

Versos diversos disse...

Acho de grande importância a cultura do nosso povo andar, misturar ritmos sem perder a sua essência e originalidade.
A estrada, sabemos, é comprida, mas também sabemos que os nossos passos são imensos em tamanhos e em vontade de caminhar.
Abraços a todos, a esses insistentes caminhantes.